domingo, 22 de agosto de 2010

Igualdade.

Que importância tem se sou branco, negro ou amarelo? Que importância tem se tenho cabelo liso, enrolado, crespo, loiro, ruivo, preto, colorido ou sou careca? Que importância tem se sou gordo, magro, baixo ou alto? Que importância tem se sou católico, evangélico, budista, islamita ou ateu? Que importância tem se sou hétero, gay, bi, transexual ou assexuado? Que importância tem se sou rico ou pobre? Que importância tem se uso roupas da moda ou não? Que importância tem se ouço rock, sertanejo, pagode, axé, eletrônico ou forró? Que importância tem se sou diferente de você? Todos somos diferentes e merecemos ser amados e respeitados. Afinal, amor vem de alma e alma não tem sexo, cor, aparência ou classe social.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Meu cotidiano.

Vejo que, talvez, escrever sobre meus sentimentos não seja uma ideia muito viável. Talvez para você meus sentimentos não passem de uma mísera migalha, de um inescrupuloso grão de poeira, um nada. Já me acostumei com tudo isso, todas as suas tentativas de se afastar de mim, suas palavras grosseiras e seus olhares tortos já se tornaram parte do meu cotidiano.

domingo, 15 de agosto de 2010

Amar ninguém.

Pessoas reclamam do amor, falam mal, choram por um amor não correspondido, pessoas reclamam de um sentimento tão belo, tão nobre, tão especial. Sinto falta de um amor, sinto falta de amar alguém. Tenho saudades de ouvir músicas e lembrar alguém. Sinto falta de chorar por um amor não correspondido, sinto falta de sonhar com alguém, sinto falta de passar dias e noites acordado chorando por não ter a pessoa amada. Hoje vejo como é incrivelmente triste e deprimente não amar ninguém. Hoje vejo que por mais doloroso que seja não ter a pessoa amada contigo, não é nada comparado com a dor de não amar ninguém.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Nostalgia

Às vezes o sentimento de nostalgia toma conta de mim. Sinto saudades de tempos onde tudo era diferente, as pessoas eram diferentes, os lugares eram diferentes, as músicas eram diferentes, o mundo era diferente. Às vezes sinto saudades de épocas que não vivi, momentos que não tive a oportunidade de apreciar, de aproveitar. Sinto saudades do antigo, sem nem ao menos pude senti-lo.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Passado, presente, futuro.

Olho ao espelho, imagino o futuro, observo o presente e choro ao relembrar o passado. Imagino um futuro junto a ti, imagino um futuro tão belo, tão mágico, tão impossível. Observo o presente, um horizonte de monotonia, um universo de nada, um oceano de indecisões. Choro ao relembrar o passado, um passado tão bom, um passado mágico, onde o teu cheiro em mim me fazia feliz, onde tua boca me dava forças para viver, onde o “eu te amo” ainda existia entre nossos diálogos. Olho ao espelho e vejo isso tudo, não vejo nada. Formulo ações para evitar o acontecido, crio soluções para o que já foi resolvido, choro ao perceber que te perdi.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Não correspondido.

Tente imaginar um lugar dos sonhos. Talvez aquele lugar que faz você se sentir bem, se sentir vivo, se sentir alguém. Agora imagine que esse lugar seja um lugar inacessível para ti. Você corre, luta, faz o possível e o impossível para alcançá-lo, mas a cada vez que você pensa estar chegando perto, mais distante e inacessível ele se torna. Você chora, você pensa que tudo está perdido. Você busca em lugares mais próximos, o que tanto te faz feliz, mas você sabe que não é a mesma coisa. Você no começo até pensa que está feliz e se contenta onde está, mas ao passar do tempo você vê pessoas alcançando o que para você não passa de um simples sonho e que para elas não é assim tão importante. É assim que vejo você.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Volta.

Hoje me vejo deitado em minha cama, em meu quarto lendo um livro, ouvindo músicas que me lembre a ti. Aquela música que dizíamos ser a nossa, de mais ninguém. Aquela música que ouviríamos para sempre, caso durássemos para sempre. Promessas quebradas, corações partidos e um vazio imenso no peito, talvez a única coisa que durara para sempre. Talvez esses sentimentos, não sejam presentes em ti, talvez. Eu sonho que um dia, ao escutar nossa música, me ache entre os versos, me encontre no “para sempre” de nossas promessas. Encontre-me nos históricos de conversação, faça igual a mim. Se iluda ao relembrar o passado, se embriague nas palavras ditas tempo atrás, sinta-se vivo ao relembrar o que te fez morrer, ou não. Sinta o cheiro da presença, que nunca existiu. Imagine-se quebrando as barreiras da distância, as barreiras do virtual e sonhe com o real. Ou se preferir, continue do jeito que está, não tente imaginar o meu lado, siga em frente. Talvez as escolhas já não façam diferença alguma. Na verdade, não sei nem por que escrevendo estou, já que diferença não fará. Não adiantará dizer o que sinto dentro de mim, se a distância fez questão de interromper. Queria pelo menos uma vez na vida, acreditar em contos de fadas, em “felizes para sempre”, em sonhos se tornando realidade, desejos sendo realizados como em um passe de mágica. Por um instante queria que a magia que acreditara existir na infância, pudesse realizar meu único pedido, pudesse ver a terra se mover em meu favor, trazendo o distante para mim, trazendo você para mim. Eu quero sua volta.

domingo, 8 de agosto de 2010

Ninguém

Vejo-me no dilema de me descrever. Para que descrição?! Talvez eu seja somente um adolescente perturbado, talvez seja um futuro músico de sucesso, talvez eu seja um escritor, talvez seja ninguém. Provavelmente você e a maioria da população me vejam como a ultima opção citada. “Um ninguém” é a melhor descrição possível de mim. O mundo diz que hoje em dia, ninguém ama, ninguém vive, ninguém sonha, ninguém pensa, ninguém usa o coração. É, eu sou ninguém.

Tão igual.

O mundo é tão igual, tão vazio, tão sem nada. Os dias são basicamente os mesmos, sem algo novo ou interessante, sem algo que me faça sentir vivo novamente. O Tédio chega a ser meu único companheiro, o único que me compreende, talvez. O Frio e a solidão fazem parte do meu cotidiano, do meu mundo invisível. O sarcasmo e a ironia chegam a me consumir, se apropriando de mim como uma tatuagem, uma marca, uma cicatriz. Antes aquela criança ingênua e iludida se transforma em uma pessoa amadurecida, sem sonhos e sem esperanças, sem nada em que acreditar e se apoiar. Pessoas me causam náuseas e frustrações. O cujo “amor” que as pessoas tanto falam chega a passar longe de meu coração, é como se meu corpo já tivesse criado anticorpos a esse mal que atinge a nossa sociedade.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Palavras ao vento.

Hoje vejo que tudo não passou de palavras. Palavras jogadas ao vento sem qualquer rumo, palavras ditas sem razão alguma. Momentos que hoje não passam de meras recordações, fotografias rasgadas e o teu cheiro impregnado em minha mente foram tudo que sobrou. O vazio deixado aos poucos vai sendo preenchido por uma enorme cicatriz. O teu beijo ainda é procurado em outro alguém e o teu calor jamais conseguirá ser substituído. As tardes passadas juntos foram substituídas por noites de solidão extrema. Recordações não passarão de recordações e serei obrigado a viver com elas. Como tatuagens estampadas na memória, mesmo que se faça outra por cima, nunca será totalmente esquecida.

E como num passe de mágica, o castelo desmoronou. Palavras ditas sem pensar são como balas de canhão, apontadas para uma parede. Deixam marcas, grandes marcas, aliás. Palavras com quais não são necessárias muitas outras, são as piores. Todas apontadas para as paredes com a intenção de derrubá-las. Talvez o tempo haja de reconstruir o cenário de destruição deixado, mas nunca será como era antes, nunca mais.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Cresci acreditando em heróis, acreditando em coisas inacreditáveis, em poderes especiais, em pessoas super poderosas e incrivelmente fortes. O tempo foi passando e aos poucos os sonhos da infância foram se dissolvendo, sendo destruídos pelos vilões e acabei não sendo salvos pelos heróis. É, cadê os heróis? O que me resta é tentar viver uma vida normal, correndo riscos e sendo meu próprio herói. Lutando contra os obstáculos sem ninguém para me ajudar. É, é essa a vida real.

Para que precisamos de amor? Talvez nós seres humanos fôssemos feitos para sofrer. Por que pessoas amam? Pessoas amam pelo simples prazer de sofrer. Um sofrimento tão bom e tão viciante que quando experimentamos, não conseguimos mais viver sem. Amor, talvez a droga mais viciante que já tenha sido inventada. A droga que nos faz sentir bem, que nos faz sentirmos vivos, onde todo seu consciente é voltado a uma única pessoa, nada mais. Amor, a droga que nos faz virarmos escravos de alguém e fazer praticamente todas as suas vontades, mesmo que às vezes isso custe nossa felicidade. Amor sem dúvida alguma é o que torna aquilo que por mais dolorido que seja, em prazer, o prazer de ver alguém feliz.