
Hoje me vejo deitado em minha cama, em meu quarto lendo um livro, ouvindo músicas que me lembre a ti. Aquela música que dizíamos ser a nossa, de mais ninguém. Aquela música que ouviríamos para sempre, caso durássemos para sempre. Promessas quebradas, corações partidos e um vazio imenso no peito, talvez a única coisa que durara para sempre. Talvez esses sentimentos, não sejam presentes em ti, talvez. Eu sonho que um dia, ao escutar nossa música, me ache entre os versos, me encontre no “para sempre” de nossas promessas. Encontre-me nos históricos de conversação, faça igual a mim. Se iluda ao relembrar o passado, se embriague nas palavras ditas tempo atrás, sinta-se vivo ao relembrar o que te fez morrer, ou não. Sinta o cheiro da presença, que nunca existiu. Imagine-se quebrando as barreiras da distância, as barreiras do virtual e sonhe com o real. Ou se preferir, continue do jeito que está, não tente imaginar o meu lado, siga em frente. Talvez as escolhas já não façam diferença alguma. Na verdade, não sei nem por que escrevendo estou, já que diferença não fará. Não adiantará dizer o que sinto dentro de mim, se a distância fez questão de interromper. Queria pelo menos uma vez na vida, acreditar em contos de fadas, em “felizes para sempre”, em sonhos se tornando realidade, desejos sendo realizados como em um passe de mágica. Por um instante queria que a magia que acreditara existir na infância, pudesse realizar meu único pedido, pudesse ver a terra se mover em meu favor, trazendo o distante para mim, trazendo você para mim. Eu quero sua volta.
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